Volta à ativa

Sem palhaçada.

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Syllabus Errorum

O que realmente faz um jogo ser bom? Hoje se exige cada vez mais conteúdo, a situação financeira muitas vezes não favorece e a publicidade é quase sempre ilusória. Não seria ideal focar no que realmente faz diferença na qualidade de um jogo?

Excetuando-se os funcionários de publicações autoritárias e os dependentes de conquistas, ninguém joga um jogo sem o intuito de se divertir. Isto, antes de tudo, é o que faz cada um de nós entrar no mundo desta arte. Além de fugir um pouco do cotidiano e poder ter experiências únicas, o que deve prevalecer é o próprio entretenimento proporcionado pelo game.

Histórias e ambientações ricas e profundas são qualidades magníficas, mas caso um jogo não as tenha, isso o faz inferior de fato? Como diria o mestre Carlos Drummond de Andrade, ”Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”

Crackdown 2, por exemplo, é um jogo focado em diversão genúina. Há uma história e ambientação mais bem trabalhados do que no primeiro, mas o foco continua sendo o excelente passatempo que o jogo cria com detalhes simples e envolventes. Caçar as orbes, chutar um amigo do terraço de um arranha-céu, prender inimigos na parede com tiros de arpão, e por aí vai. Nada disso é tão profundo e(ou) complexo quanto a experiência em Mass Effect 2 ou Heavy Rain, mas no fim das contas, fica a diversão que isso traz.

Certamente há um mínimo de conteúdo a se ter sem que se desvalorize um jogo, porque campanhas de 4 horas em jogos de 60 dólares são difíceis de engolir, mas uma bela campanha como a de Halo 3 não deve ser desprezada pelo fato de sua duração não ter dois dígitos. Quando não se trata da duração, muitas reclamações fúteis são direcionadas a fatores técnicos como anti-aliasing fraco, resolução pouco abaixo de 720p, ocasionais quedas da taxa de atualização, entre outras.

Desde que o visual não se torne desagradável aos olhos, quão significante pode ser uma diferença como essa? Recentemente, a demo de Vanquish foi criticada pelo fato de o jogo possivelmente não estar rodando a 720p nativos, não obstante a qualidade ter supreendido até mesmo boa parte dos céticos.

Publicações ignorantes jamais devem ser seguidas à risca; a opinião de quem teve um tempo bacana com o jogo é bem mais valiosa do que a de quem muitas vezes nem sequer joga pelo prazer de fazê-lo. Não se deve esquecer o que nos trouxe a este hobby em primeiro lugar.

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Análise: Mafia II

(versão avaliada: PC)

Jogos ”de mundo aberto”, ou sandbox na preferência de alguns, compõem talvez um novo gênero de jogos eletrônicos, mas o que supostamente é padrão imposto pela série Grand Theft Auto não deve ser tomado como padrão para criações similares. Antes de tudo é muito importante saber o que esperar de um jogo, e ter consciência do que de fato dá valor ao mesmo. Mafia II é um jogo relativamento menos provido de conteúdo do que outros do ”gênero”, mas somente este fato não o faz inferior.

A impressão passada é de um foco muito maior na qualidade da história principal e na ambientação do que em missões alternativas e(ou) perfumarias variadas como ”pausa” para a história. Entretanto, como bem li em uma análise recentemente, é certamente melhor criar 4 horas de missões aperfeiçoadas e de qualidade do que arrastar os conceitos usados repetidamente somente para se ter 12 ou mais horas.

Em Mafia II o jogador assume o papel de Vito Scaletta, filho de imigrantes italianos que migram para os EUA e tentam ganhar a vida na cidade americana (fictícia) de Empire Bay. Tendo em vista o próprio nome do jogo, é evidente o caminho que Vito segue como forma de subir na vida junto com seu amigo de infância, Joe Barbaro. A progressão da história e das missões é bem linear, mas isto não desmerece a trama, a qual é comparável à de bons filmes sobre crime.

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Jogos como arte

Em 1923, Ricciotto Canudo publicou o Manifesto das Sete Artes, onde música, dança, pintura, escultura, teatro, literatura e cinema -nesta mesma ordem – eram as atividades listadas como As Sete Artes existentes. O que categoriza uma atividade como tal é uma discussão ampla demais, entretanto acredito ser um consenso quanto a se tratar de uma atividade que faz uso da estética para passar emoções, ideias e perspectivas.

Em 2010, Roger Ebert escreveu em seu blog que os jogos eletrônicos jamais poderiam em princípio ser considerados arte, pois estes são muito maleáveis e não têm um caminho pré-definido por quem o criou para o jogador experienciar, como na literatura, no teatro e no cinema, por exemplo. Ele também diz que ninguém consegue citar um jogo sequer que seja comparável ao trabalho dos grandes diretores, escritores, cineastas e poetas.

Posteriormente ele reconheceu poder estar muito enganado por sua falta de contato com os jogos, mas acredito que a coisa vá até mais longe, arrisco dizer que os jogos eletrônicos, em princípio, são a arte mais rica de todas. Das Sete Artes originais, quase todos os jogos modernos integram pelo menos 4 delas, podendo chegar até mesmo a todas.

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Lançamentos da Summer of Arcade ganham data de lançamento e preço

A Microsoft acabou de revelar as datas e preços de todos os jogos da Summer Of Arcade, aí estão:

Limbo – 21 de julho

Hydro Thunder Hurricane – 28 de julho

Castlevania: Harmony of Despair – 4 de agosto

Monday Night Combat – 11 de agosto

Lara Croft & The Guardian of the Light – 18 de agosto

Todos os jogos vão custar 1200 pontos, ou seja, 15 doláres. Se comprar todos os jogos, vai ter 1200 pontos de volta, se comprar 3 jogos, 400 pontos.

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Primeiro vídeo do combate de Star Wars: The Old Republic

A Bioware postou ontem no site oficial do jogo este vídeo demonstrando como será o combate; durante a E3 essa apresentação foi mostrada à imprensa, mas agora está disponível a todos em vídeo.

De acordo com o dito no vídeo, o Trooper/Imperial Agent será a classe ”tank” do jogo, enquanto a classe Smuggler/Bounty Hunter será DPS e healer secundário, Jedi Knight/Sith Warrior será DPS eoff tank e finalmente Jedi Consular/Sith Inquisitor será a classe curandeira principal.

Segue o vídeo e o link para a seção do site contendo mais informações sobre as classes.

Seção de classes no site oficial.

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Detalhes de Fallout Online

A Interplay – responsável pelo desenvolvimento do jogo – começou a mandar os primeiros emails de notícias para aqueles que se registraram para o Beta, mas pouca coisa foi revelada.

Jogadores vagam pelos desertos, topos de montanhas radioativos, e pelas florestas mutadas do mundo pós apocalíptico — uma terra onde decisões têm conseqüências e há múltiplas soluções para todo desafio. Os jogadores podem decidir participar da reconstrução desta terra arrasada, procurar pelo prazer e adrenalina da conquista e destruição, ou simplesmente ir jogar bigornas e andar no carrossel.

Nada muito diferente do que já se sabe de Fallout, mas já é algum sinal de comprometimento com o pessoal apoiando o jogo, e sinal de que a coisa pode realmente andar.

Entretanto, o beta está previsto para sair somente em 2012, ou seja, o jogo em si ainda está muito longe de ser lançado.

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